• Fabio Tavares

Com fé, mas também com muito planejamento!

Minha peregrinação será uma viagem auto suficiente, porém com o benefício de não precisar carregar integralmente os equipamentos e alimentos na mochila desde início do caminho. Normalmente durante essa trajetória, contamos com a infraestrutura básica de algumas cidades, bem como suporte de grupos que apoio aos peregrinos. Mas para ter esse benefício, é preciso muito planejamento para fazer as escolhas corretas, senão qualquer erro comprometerá não somente o término da missão, mas também colocará minha vida em risco (fome, sede, frio, etc). Afinal de contas, estamos a falar de cerca de 420km, em um terreno “montanhoso”, alta variação de temperatura e que também ficarei horas e horas sozinho sem contato com outro ser humano.


Semelhante a nossa vida pessoal e profissional, o planejamento torna-se uma ferramenta poderosa para o sucesso da missão, ganhando redobrada importância em casos extremos como este. Obviamente que também é interessante viajar à descoberta e as oportunidades do improviso, desde que não seja a sua regra principal na jornada. Por tudo isso, venho pesquisando bastante sobre o caminho, participando de alguns grupos na internet, e juntamente com meu coach Caco montando uma estratégia e um planejamento bem detalhado.


O primeiro passo foi realizado de forma macro, pensando na programação alto nível: cidade e data para início, período disponível e cruzamos alguns dados como quantidade de horas por dia para a caminhada, velocidade padrão sem comprometer o físico e chegamos a uma primeira análise que poderíamos pensar na realização em 10 dias para percorrer os 420km.


Na sequência, iniciei o estudo de cada trecho do caminho, as distâncias entre as cidades, dificuldades do terreno e altimetria, distância acumulada no dia, etc. Nessa parte, houve necessidade de um detalhamento maior, bem como uma analise técnica mais profunda. Também nesse período que o Caco colocou a observação que deveria fazer a parada para o almoço e descanso, para depois retomar a caminhada, dessa forma não teria um desgaste excessivo para não comprometer meus treinos para a corrida da UTMB (Ultra Trail du Mont Blanc) no final de Agosto.



Meu objetivo será caminhar somente durante o dia e descansar em um refúgio de peregrinos na parte da noite, com alguma possibilidade mínima de caminhar pequenos trechos a noite para fechar o dia. Como explicado no outro post, o Caminho da Fé para mim representa toda uma forma de agradecimento, mas também um momento de muita reflexão e auto-conhecimento. Passarei muito tempo comigo próprio, o que permitirá organizar minhas ideias, refletir sobre passado e pensar no futuro. Para que esse seja um tempo de qualidade, o planejamento não poderá falhar.


Já com essa programação detalhada, meu próximo passo será planejar os equipamentos (tênis, mochila, etc), o que levar durante os trechos, o quanto e o que carregar de comida nos trechos, reserva dos refúgios, etc. Nos próximos dias fecharei esses detalhes e na sequência publico mais detalhes para vocês sobre esse planejamento complementar. Nos vemos em breve, até lá!


Abraços,


Tavares

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Iniciando na cidade de Tambaú atá Aparecida, 420km em 10 dias.

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